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Häagen Dazs
Por Carlos Bacellar

“Nosso amor é tão bonito/ Ela finge que me ama/ E eu finjo que acredito”

Nelson Sargento
82, baluarte da Mangueira


Salve amantes do esporte! Depois do último artigo (10 para a criatividade e 0 para o jornalismo) estou devendo bom material para vocês. Vou fazer o meu melhor. Como estava sem idéias, resolvi dar uma caminhada na Pista Cláudio Coutinho, na Urca, em busca de inspiração. E também de equilíbrio. Meu discernimento anda extremamente prejudicado nos últimos tempos. Não me perguntem o porquê. Porque sim e pronto. A vida prega surpresas na gente... Mas vamos ao assunto de hoje (que é também uma dica sobre o que desorienta minha bússola): Antropologia do universo feminino. Assunto polêmico.

É impressão minha ou o site está recheado de notícias sobre as meninas? Devo confessar que gosto muito de mulher (acho que já deu pra perceber), mas parece que o site gosta mais. Ambiente virtual ninfomaníaco. Não me entendam mal... Adoro ler e falar sobre elas. Se eu fosse editor, pelo menos na área de fotos, barbado não entrava. E temos que tirar o chapéu para elas. A mulherada faz um sucesso tremendo no Brasil e no exterior. Tanto nas piscinas como fora delas. Viva a mulher brasileira!

Essa forte impressão me levou a campo. Fui em busca da última fronteira, que não é o espaço. Resolvi entrevistar algumas amigas para tentar descobrir o segredo do universo feminino. Vocês devem querer saber por quê? Porque pólo aquático e sexo são os melhores esportes que existem (não necessariamente nessa ordem...). E de pólo eu já sei tudo. A combinação entre os dois exercícios sempre deu samba. Não importa a ordem dos fatores.... Sexo e jogo ou jogo e sexo... Não faz mal. O que faz mal é não fazer, tanto um quanto o outro. Agora vocês nunca mais irão ler a frase “Pratiquem esportes” da mesma maneira.

Com relação às entrevistas... Algumas das questões de pauta: Por que elas dizem sim quando querem dizer não (e vice versa)? Por que elas não gostam de toalha molhada em cima da cama (se colocamos em cima da televisão elas não reclamam, e olha que pode dar curto circuito)? Por que elas adoram a palavra não sei? Por que elas têm compulsão em gastar dinheiro e a paciência dos homens nos shoppings? O tamanho importa? Por que não dizem logo o que querem e pronto? Por que a dificuldade em se declarar? Por que devemos (nós homens) tentar adivinhar o que elas sentem? Foi uma missão difícil... Tive que usar todo o repertório do meu “papo dez” para conseguir que elas se abrissem. No bom sentido... Na verdade os dois sentidos são bons... Ah, vocês entenderam.

Depois de ouvir horas de blá blá blá sobre assuntos que pareciam extremamente importantes (pelo menos para elas) como novela, salão de beleza, shopping centers (com o material que recolhi sobre esse ponto farei uma tese sobre antropologia do consumo), casamento, filhos etc., chegamos ao ponto. Não ao ponto G (ainda), mas ao meu principal objeto de interesse. Anatomia feminina. Aqui fica o meu apelo. Todo conhecimento deve ser usado para o bem da humanidade. Por que digo isso? Sei que muitas vezes rolam coletivos mistos. E, como em todo esporte de contato, temos contato, muito contato. No pólo aquático rolam os mais diversos atritos físicos: cotoveladas, joelhadas, dentadas, pernadas, dedadas etc. Uma partida de pólo não deve ser um campo de testes para as descobertas do Dalai Carlos Bacellar. Mesmo quem não pega ninguém... Por favor, se controle. Seja profissional. Depois do jogo vá a uma casa de caridade, pague e faça seus testes com uma profissional. Prove do doce veneno do escorpião. Na hora do jogo não!

Bom... Dito isso... Como todo bom macho estava curioso para saber o que enlouquecia a mulherada. E acabei levantando muitas informações extremamente interessantes. Mas não quero entregar a rapadura assim de graça. O que seria da mulherada se a cortina de mistério que as cerca sumisse como fumaça no ar? Não posso revelar de mão beijada alguns segredos vitais do universo feminino. Mas, ao mesmo tempo, não posso deixar meus brothers na mão. E muitos deles vão continuar literalmente “na mão” sem a minha ajuda. Estou cheio de trocadilhos hoje hehehehehehehe!

Vamos ficar no meio termo. Farei uma analogia das mulheres com o sorvete. Foi exatamente o que vocês ouviram... Sorvete! Vamos aproximar dois universos semânticos que a princípio nada têm em comum. Um misterioso e outro bem conhecido (principalmente dos gordinhos).

Devemos dispensar às mulheres o mesmo tratamento diferenciado que dispensamos aos sorvetes. Vejamos duas marcas bem conhecidas do grande público: Kibon e a marca Premium, Häagen Dazs. Qual delas os leitores saboreiam com mais carinho, cuidado, atenção, prazer e lentidão para durar mais? A segunda marca é claro! A primeira marca já é lugar-comum. Matamos em 5 minutos. Não oferecemos nem as preliminares. Com um pote de Häagen Dazs é diferente. Nós condicionamos e abrimos com carinho. A tampa é retirada com gentileza, e antes de cair de boca gostamos de apreciar o cheiro, a forma, a textura e a embalagem (que já vem até com camisinha). Outra similaridade... A marca Premium é bem mais cara. Hoje está difícil agradar a mulherada. Estou indo a bancarrota!

Vocês não sabem como eu me divirto escrevendo esses artigos. Terapia... E por falar em terapia, ouvi de uma mulher maravilhosa que estou precisando de análise... Problemas com minha auto-estima... Acho que o analista ia pirar comigo. Já sei até o que o terapeuta ia me dizer: “ - Meu filho, você precisa ficar metido”. Conselho anotado.

Voltando... Vocês entenderam o espírito? Não existe uma fórmula mágica. Mas alguns cuidados nunca devem ser dispensados. A mulherada merece carinho, atenção, educação, gentileza... Bem... É verdade que algumas nem tanto. Mas é por aí... Häagen Dazs! Confeccionado com creme de leite fresco e mantido numa temperatura um pouco mais baixa que os sorvetes comuns, para conservar o aspecto cremoso.

Fechando o artigo, gostaria de compartilhar um assunto com os leitores. Acho que será do interesse principalmente das meninas. Tenho me embrenhado no universo do sexo tântrico. Surgida na Índia, há 5 mil anos, o Tantra é uma filosofia matriarcal, onde a mulher é considerada uma divindade. Em sânscrito, Tantra significa "o que conduz ao conhecimento". O sexo tântrico é uma forma de adiar ao máximo o orgasmo, para obter prazer prolongado. Segundo os praticantes, este é um processo que vai elevar o nível do sexo, segurando o orgasmo cada vez mais. Toda a energia retida, quando liberada, será uma explosão nuclear.

Agora sou discípulo de Drukpa Kunley. O tibetano Drukpa Kunley (1455-1570) é um dos santos mais populares do Tibete e do Butão. Filho de uma família religiosa budista, ele atingiu a iluminação ainda muito jovem, por meio de um treinamento árduo e altamente disciplinado em academias monásticas tibetanas. Optou pelo estilo de vida anárquico de um mestre itinerante e, em seus 115 anos de vida, iluminou, com o sexo tântrico e sua famosa “porra” iogue, cerca de 5000 mulheres. O objetivo é atingir, junto com a parceira, o hiperorgasmo, que é definido como “um maremoto de prazer indescritivelmente melhor do que um orgasmo comum, que mantém o êxtase por tempo ilimitado".

Ainda estou no início do meu treinamento. Mas toda grande jornada começa com o primeiro passo. Tenho que sair dessa fase Jaguar, de ejaculações precoces e brochadas homéricas. Ou melhor, não homéricas... A palavra deve ser brocar! E aqui o meu recado para a mulherada: Nunca confiem num homem que diz que jamais ejaculou precocemente ou brochou. Na verdade isso é papo de quem já passou por essas situações constrangedoras... Mas eu tenho que tentar.

Beijos e abraços distribuídos de forma heterossexual do colunista (ninfomaníaco) que muitos odeiam, alguns gostam, mas todo mundo lê.

E aqui um viva! De acordo com as últimas estatísticas do site sou mais lido que o Perrone!!!